As noites em Angola #3.01

(Maianga, Luanda)
Saí daqui na noite de 23 de Julho!
Regressei hoje.
Em trinta dias o que poderia mudar?
Nada? Errado!
No serviço de Migração e Estrangeiros estive duas horas para poder entrar no país. A fila era enorme e os polícias ou guardas ou seguranças, sei lá como se chamam às pessoas que usam farda no controlo alfandegário, andavam a solicitar as impressões digitais aos indivíduos que como eu passaram oito horas dentro de um avião e ainda têm que estar duas horas numa fila de controlo alfandegário. 
Ainda não comentei cá como é feito o controlo cá, pois não? é um processo burocrático e irritante!
  • Da primeira vez que cá vim tive que preencher um papel para o ministério da saúde onde tinha que informá-los dos países que tinha visitado nos últimos 15 dias, se tinha febre, se tinha sintoma de gripe e se sim, assinalar quais eram esses sintomas (tosse, rouquidão, dificuldade respiratória, dor de cabeça, dores articulares, diarreia, vómitos, etc...). Depois foi a espera da praxe, a entrega do passaporte e desse papel, a fotografia e o carimbo de entrada. A segunda etapa é mostrar o passaporte com o carimbo a outro senhor de farda. A terceira etapa é mostrar o certificado internacional de vacinação ou profilaxia.
  • Da segunda vez, o papel deixou de ser necessário e já nem havia para preenchimento. A espera da praxe, a entrega do passaporte, a fotografia e o carimbo de entrada foi um processo rápido. A etapa de mostrar o passaporte com o carimbo a outro senhor de farda gerou complicações. Um mês causa curiosidade e fui questionada sobre onde ia ficar, que vinha fazer, com quem vinha trabalhar, quais os meus contactos cá e até se já tinha bilhete de regresso a Portugal. Foi um longo questionário e cheguei a pensar que iriam mandar-me de volta para Portugal. Mas não, e acabei por mostrar o certificado internacional de vacinação ou profilaxia ao senhor que suponho seja um enfermeiro. 
  • Desta vez, continuamos sem papel mas com uma longa fila de espera... mas, longa mesmo. A espera da praxe durou quase duas horas, a entrega do passaporte, a fotografia que desta vez parece que ficou mal e eu até fiz piada ao ponto do senhor de farda ao tirar nova fotografia ter pedido: vá lá sorria que não é nada feia... e finalmente o carimbo de entrada. A etapa seguinte foi pacífica, e mostrei o passaporte com o carimbo a outro senhor de farda. E na etapa final quando mostrei o certificado internacional de vacinação ou profilaxia fui questionada sobre porque razão estava a coçar-me! E eu disse-lhe: no sábado estive em Alcochete, na margem sul de Lisboa e vi mais mosquitos lá numa noite do que um mês em Angola. O senhor sorriu e disse: Boa estadia!
Nota de redacção: Não trouxe máquina e nem tirei foto ao dia de hoje com o BlackBerry. 

P.S. - O Avião era um A340 de nome Francisco d'Almeida e com a matrícula CS-TOD.  
Nota para mim: Isto de a maioria dos amigos serem geeks tem que se lhe diga. Preciso de arranjar mais amigas gajAs... para falarmos do senhor da farda que era giro, ou do top que trouxe que não dava com nada mas que era super confortável para a viagem...;)



2 comentários:

  1. É desta que tiras foto ao gajo muito muito bom? Aquela que prometeste da última vez? :P

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  2. se ele aparecer na quarta-feira, na reunião dos key-users. ;)

    Mas, uma coisa é certa! Eu vou ser formadora dele até ao final do mês de Setembro. ;)
    E aí sim tenho que conseguir tirar foto!

    E já tenho desbloqueador de conversa: como correram as férias com a esposa em Miami?
    ;)

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