Serenata Queima das Fitas Coimbra

Se me perguntarem quantas serenatas da Queima assisti, o meu número é dois (2). A primeira e a última. Todas as intermédias aconteceram sem a minha presença. Ou porque estava tão alcoolicamente bem disposta que deixei-me ficar pela tasca e não me lembro sequer de como cheguei a casa, ou porque estava na Madeira (no ano do vídeo aqui apresentado, ano em que a minha irmã casou), ou porque simplesmente deixava-me ficar pelo caminho na conversa e com um copo de cerveja na mão. 
Lembro-me..., lembro-me de chorar imenso ao som da última serenata e de supor que nunca mais iria ser tão feliz quanto era em Coimbra e que nunca encontraria amigos tão verdadeiros quanto os de Coimbra. Acabei por ficar a trabalhar uns anos em Coimbra, fiz amigos de outras Universidades e que trabalharam em Coimbra (não é Covelo?), fiz ainda mais amigos que depois reencontrei em Lisboa e, acima de tudo, continuei a ser feliz.
Hoje, em Lisboa, ao ouvir, através da RUC, a transmissão da Serenata Monumental apercebo-me do quanto já fui ingénua e pessimista. Continuei sempre a ser feliz, entre os vários jogos das escondidas com a tristeza e as lágrimas, fui sempre feliz, porque o que importa são as pequenas coisas, as pequenas e simples coisas que dão significado à nossa existência.
E a vida é muito mais bela e colorida do que nos sonhos, nós é que a complicamos com ilusões e expectativas.