Serenata Queima das Fitas Coimbra

Se me perguntarem quantas serenatas da Queima assisti, o meu número é dois (2). A primeira e a última. Todas as intermédias aconteceram sem a minha presença. Ou porque estava tão alcoolicamente bem disposta que deixei-me ficar pela tasca e não me lembro sequer de como cheguei a casa, ou porque estava na Madeira (no ano do vídeo aqui apresentado, ano em que a minha irmã casou), ou porque simplesmente deixava-me ficar pelo caminho na conversa e com um copo de cerveja na mão. 
Lembro-me..., lembro-me de chorar imenso ao som da última serenata e de supor que nunca mais iria ser tão feliz quanto era em Coimbra e que nunca encontraria amigos tão verdadeiros quanto os de Coimbra. Acabei por ficar a trabalhar uns anos em Coimbra, fiz amigos de outras Universidades e que trabalharam em Coimbra (não é Covelo?), fiz ainda mais amigos que depois reencontrei em Lisboa e, acima de tudo, continuei a ser feliz.
Hoje, em Lisboa, ao ouvir, através da RUC, a transmissão da Serenata Monumental apercebo-me do quanto já fui ingénua e pessimista. Continuei sempre a ser feliz, entre os vários jogos das escondidas com a tristeza e as lágrimas, fui sempre feliz, porque o que importa são as pequenas coisas, as pequenas e simples coisas que dão significado à nossa existência.
E a vida é muito mais bela e colorida do que nos sonhos, nós é que a complicamos com ilusões e expectativas.


 


3 comentários:

  1. Os tempos da faculdade... que belos! A parte pior dos cinco anos, foi o adeus definitivo a alguns colegas. Ainda hoje, falo com alguns, mas já não é a mesma coisa.Adoro esse misticismo de Coimbra. Quando conheci essa cidade, fiquei apaixonada!
    Concordo com a tua reflexão "porque o que importa são as pequenas coisas, as pequenas e simples coisas que dão significado à nossa existência." Importa é apreciá-las devidamente e desligarmos do que nos faz infeliz.

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  2. Oh pá, fico sempre sem jeito quando me mencionas nos teus posts! É tão bom saber que as nossas 'cantinas-papers' deixou boas recordações.
    Em relação a Coimbra, bem, esta cidade tem qualquer coisa. Nunca imaginei que quando 'aterrei' no Pinhal de Marrocos fosse por aqui ficar 10 anos. E, quando agora se coloca novamente a hipótese de sair de Coimbra, o sentimento é confuso.

    PS - Actualiza lá é o link para a minha página que esse blog nunca o utilizei.

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    1. César,
      Vais deixar Coimbra? Vou perder o meu sofá vitalício? :(

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