Divagações #16



Muitas vezes não me interessa o que os outros pensam. Outras vezes rumo contra a maré. Se gosto de algo não me importo de remar sozinha, não me importo de lutar sozinha, não me chateia o silêncio e o desprezo, luto pelo que quero. 
Há dias que acho que devia estar calada e não dizer a minha opinião. 
Muitos se queixam do Governo, outros dos sapatos apertados, uns das galinhas que não dão ovos, outros de séries que engonham e, alguns, de projectos que já começaram com derrapagem e marteladas. 
Esquecem-se que tudo tem uma razão, dinheiro.
O governo - este e o anterior -  é uma grande bosta e não vai ser em 4 anos que se endireita o que tem sido alimentado de forma errónea;  tomar as rédeas de um projecto que começou mal e tentar que a integração funcione apesar dos alinhavos e das marteladas demora o seu tempo; comprar uns sapatos um número abaixo à espera que alargue é sinal de burrice.
As queixas são sempre as mesmas.  
Uma das muitas coisas que não percebem é que para saber apreciar o momento, para poder perceber algo, para poder julgar é preciso calçar os sapatos, é preciso saber a razão, é preciso saber o porquê. 
E isso, só com muita experiência de vida. Muita experiência mesmo.

Podemos todos achar-nos peritos em algo, mas somos todos peritos em nada e todos os dias aprendemos algo, caso contrário estamos condenados ao feitiço do tempo, a viver sempre o mesmo todos os dias.
Ou então esqueçam... esqueçam tudo o que viram até hoje. Porque a vida, tal como ela é, é a ilusão que criam da realidade. 
Cannes 2012: Cheryl Blends Into The Carpet




1 comentário:

  1. "O Mundo não se fez para pensarmos nele
    (Pensar é estar doente dos olhos)"

    Acho Alberto Caeiro às vezes tem razão. Há coisas que não devemos levar demasiado a sério. Infelizmente, a maioria não pensa assim.

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