in this life i’ve seen everything i can see, woman

Sofria da ausência de paixão pelas coisas, pelos objectos, por assuntos e ao mesmo tempo era comum apaixonar-me por assuntos e amar platonicamente certos seres. Quando me apaixonava por coisas ou por pessoas queria-as sempre comigo. Achava que precisava disso para viver. Talvez achasse que não conseguia respirar se não as tivesse comigo. Era assim na vida pessoal e no traballho. Queria sempre fazer as mesmas coisas e aos poucos a minha felicidade enfraquecia gradualmente. Nada de novo acontecia. Era infeliz porque esquecia-me constantemente que nada é eterno e que nada é nosso no seu todo. Era mesmo de um egoísmo que até me esquecia do que realmente precisava e de mim.
E ao esquecer-me de mim esquecia-me de vós.
Aprendi com o tempo que para ser feliz preciso de mim e de sentir, à minha beira, alguém como tu.

Sem expectativas.
As despedidas são sempre complicadas e não devem ser expressões de cortesia. Devem ser grandes demonstrações de amor, carinho. Gestos de respeito e de admiração mútua. Porque nunca se sabe quando voltaremos a nos encontrar dispostos a reconstruir uma relação que de tão ideal acaba por ser genial.

Vou sentir a falta dos teus passos, do teu trautear, dos estalos com o pescoço, do abanar da perna, do teu sorriso e da sombra que fazias ao pé do meu portátil.



Música: Neil Nathan - Do Ya

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. Oh, tão fofo....

    Há pessoas que chegam, ocupam lugares antes vazios e parece que toda a vida estiveram aí.
    Hoje, não sei viver sem certas pessoas da minha vida.

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  3. É que disseste tudo Mary. "parece que toda a vida estiveram aí. "

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