Se a minha vida fosse uma série.... (parte 3 de 3)


#16.  Candy Candy (1976-1979)
A série que poderia ter levado os meus pais à falência se eu tivesse nascido noutros tempos e se fosse de pedinchar. Eu queria tudo o que surgia da Candy no mercado, desde cromos aos papelinhos da série que vinham nuns gamesses - pastilhas elásticas em madeirense.
Muitos da minha geração falam da Heidi, mas a Candy para mim foi o animé que mais me marcou. Tentava vestir-me como ela, usava o cabelo como ela e a minha pancada pelo cor-de-rosa surgiu nesta altura. :)
Culpado: RTP-Madeira

#17.  O Polvo (La Piovra) (1984)
A tragédia, o horror, o drama, ... as intrigas, as disputas entre o bem e o mal. Esta foi a série que me fez apaixonar pela cultura italiana. A Máfia e os tentáculos no seu melhor. Optei por colocar cá o Polvo em vez dos Sopranos porque a antiguidade é um posto e porque ainda não consegui digerir bem o final dos Sopranos. :P 
Culpado: RTP-Madeira


E como 34 anos significa 34 séries, mais 17 séries que fazem parte do meu passado e do meu presente:

18.    90210 Beverly Hills (1990-2000)
19.    Ally McBeal (1997-2002)
20.    Carnivàle (2004-2005)
21.    Chuck (2007-xxxx)
22.    Criminal Minds (2005 –xxxx)
23.    Damages (2007-xxxx)
24.    Doctor Who  (2005-xxxx)
25.    Fringe  (2008-xxxx)
26.    Grey's Anatomy (2005-xxxx)
27.    House M.D.  (2004-xxxx)
28.    How I met your Mother (2005 – xxxx) 
29.    NCIS (2003 – xxxx)
30.    Os Imortais (1992-1998)
31.    Sopranos (1999-2007)
32.    The Big Bang Theory (2007-xxxx)
33.    Twin Peaks (1990-1991)
34.    V (2009-xxxx)
As séries surpresa deste ano:

  .    Modern Family (2009-xxxx)
  .    Treme (2010 -xxxx)
Nota: Ainda não vi The Wire. ;) 

Se a minha vida fosse uma série.... (parte 2 de 3)

#06. Pride and Prejudice (1995) 
Que dizer da série em que me apaixonei pelo Mr. Darcy? Já tinha lido o livro, mas depois de ver a série apaixonei-me por completo.
O sapo que acaba por virar principe. 
O homem que nos conquista o coração e que é capaz de fazer tudo por nós. 
A confusão da família Bennet que só me faz lembrar da minha casa quando eramos 7 irmãos em casa. 

E quem ainda não sonhou com o Mr. Darcy que coloque a mão no ar.  :)
Culpado: Não me lembro em que canal vi a série. Já a tenho em DVD. :) 
Mea Culpa?
#07. Anjos na América (2003)
Outra série que mal saiu em DVD corri a comprar. 
Mais uma série que deu às segundas-feiras na RTP2 e que não conseguia parar de ver. Um drama à escala da vida. A luta contra a SIDA. A protecção dos anjos  versus o diabo. 
Excelentes interpretações de Al Pacino, Emma Thompson, Meryl Streep, Justin Kirk e Mary-Louise Parker.

Culpado: RT2 

#08. Friends (1994-2004)
I'll be there for you... 

Chandler, Joey and Ross versus Monica, Phoebe and Rachel. 
Preciso de dizer mais alguma coisa? A amizade na sua mais pura forma, a sinceridade, o amor, a lealdade e acima de tudo a coragem e força destes seis amigos.
Além de que é das séries, para mim, que melhor final tem tendo em conta a longevidade. 10 anos. Comecei a vê-la em Coimbra e acabei em Lisboa. 
Culpado: RT2

#09. The Shield (2002-2008)
Mais uma vez, sucumbi à influência da dupla P. e T. . :)
Sou fã de policiais, dramas e séries que envolvam Mafia, advogados. Adoro séries que me façam pensar e duvidar do personagem principal. Vic MacKey nunca foi o herói bonzão da série. Ele é maquiavélico, inteligente, acha-se imortal e dono do mundo. Mas no que toca à família é mais um homem que não consegue gerir trabalho com vida pessoal pois com tanta artimanha na vida prodfissional, na pessoal não consegue dar a atenção devida à esposa e aos filhos. A esta excelente personagem se adicionarmos outros de igual nível, temos aquela que é para mim, das melhores séries policiais de todos os tempos. Dani, Julien, Shane, Lem, Corinne, Aceveda, Claudette, Ronnie e claro Dutch são personagens que me marcaram para sempre. 
Pessoas que me influenciaram a ver a série: P. e T. 
 #10.  Sons of Anarchy (2008 - xxxx)
Eis uma série que nunca pensei gostar. 
1ª semana de Setembro de 2009 e chega-se ao pé de mim o meu irmão mais novo com uma proposta de serão a dois. Eu fiz as pipocas e ele tratou da logística pc-tv.   Uma semana depois estava agarrada à season 01 e tinha que me despachar. A Season 02 tinha acabado de começar. A busca pela paz, a disputa entre o bem e o mal, os fragéis bad boys,  as valentes old ladys são todos elementos que nos fazem pedir por mais episódios. Além das excelentes interpretações de Katey Sagal e Ron Perlman. Adoro o Tig e tenho uma paixão secreta pelo Opie. 
O meu vício levou a que fosse convidada para fazer parte da equipa que trata do blog dedicado à série.
Pessoas que me influenciaram a ver a série: o meu irmão Ico. 
 #11. ER (1994-2009) 
A série que acompanhou o fim da minha adolescência, a minha vida em Coimbra e a minha vida em Lisboa... até o ano passado.
Sempre gostei do Carter. E comecei a ver a mesma porque anunciaram que era uma série do Steven Spielberg. Fiquei viciada. Carter, Ross, Dr. Green, Weaver, Peter, Elizabeth, Susan, Neela, Sam, Pratt, Archie, Gallant, Luka e  Abby e Simon com o seu sotaque australiano. :)
É também a série que possui alguns episódios que mais me marcaram. O episódio dos tiros, um que atinge Carter, e muda o rumo da vida dele por umas seasons, o outro que mata Lucy. E o episódio sobre o miúdo que tinha leucemia que acaba com a música dos GreenDay: "Time of your life".
Culpado: RTP e AXN
#12. Hill Street Blues (1981-1987)
Foi a minha série policial preferida quando era adolescente.
Ficava acordada até tarde para poder ver a série. Deitava-me à hora que, nos dias de hoje, inicio a visualização das séries. :)
O Chefe da esquadra que acaba por casar com a advogada. O polícia que parecia que nunca tomava banho, passando pela dupla de polícias de farda Lucy e Joe.
Adorava a maneira como começavam a série. Com pequenos pontos de situação.
Culpado: RTP-Madeira
#13. Gilmore Girls (2000-2007)
Só comecei a ver esta série depois de ter acabado o curso. 
Já não vivia na residência universitária, tinha um quarto só para mim. Tinha uma TV só para mim... e com a tvcabo vinha a SicMulher.
O ritmo sónico dos diálogos entre mãe e filha, a grande amiga, os amores e dissabores, o café no sítio do costume, a relação com os pais/avós, as ambições, a coragem... o Luke e o Dean e pronto, vá lá... o Logan. :)


Culpado: SIC-Mulher
#14. Dexter (2006- xxxx)
A T. - mais uma vez ela - deu-me 2 CDs no verão de 2007. Um CD tinha uma das séries mais inteligentes que tinha visto no ano mas que não vingou. Studio 60 on the Sunset Strip. O outro CD tinha Dexter. Escusado será dizer que eu vi episódio atrás de episódio... e questionava-me com WTF?  
Desde então sinto um fascínio por serial Killers. 

Na última season vemos a personagem crescer nas relações interpessoais e temos um adversário à altura. Genial! É para mim, das 4 seasons de Dexter a melhor que tivemos até hoje.
Culpada: Teresa

#15. Cheers (1982-1993)
Norm...
No email que enviei a uns colegas ao despedir-me da empresa onde trabalhei até bem há pouco tempo mencionei esta série.
Série que me marcou pela amizade entre as suas personagens e pela lealdade a si próprios. 
E porque às vezes só queremos estar com pessoas que sabem que não somos transparentes. Podem não nos ouvir, podem não se preocupar connosco. Mas, sabem que existimos.

Culpado: RTP-Madeira
(To be continued)

Se a minha vida fosse uma série.... (parte 1 de 3)


era:
#01. Battlestar Galactica (2004 - 2009)
Porque esta série - BSG - esteve em dois momentos muito importantes da minha vida. 
1) A T. emprestou-me o DVD da mini-série em 2008. Vi a mesma num dos momentos em que séries sérias não me cativavam. Estava a sair de uma relação de quase 9 anos, mudei de casa, de cidade, de ares. Queria tudo menos algo que me fizesse pensar sobre os meu sonhos. e Earth is a dream ...
Dois anos depois, a T. volta à carga coadjuvada agora pelo P. e apesar de não me terem apontado uma arma sucumbi à influência.
2) Revi a mini-série após ter pedido a demissão da empresa onde trabalhei durante 5 anos para poder abraçar outros projectos. Mudei de empresa e mudei de casa. Voltei a viver no concelho de Lisboa. :)
A dependência à série foi quase imediata. O meu cérebro não parava de inventar teorias e tentar ligar pontas soltas. Durante as duas semanas de férias, as primeiras férias da minha vida em que optei por ficar em Lisboa, vi as 4 seasons e todos os webisódios e filmes de BSG. Duas semanas em que cuidei de mim, fiz massagens, SPA, ginásio, coloquei a leitura em dia e via todos os dias vários episódios de 40 minutos de BSG. :)
O que esta série significa para mim vai muito além do lutar por um sonho. Concretizei alguns dos meus objectivos pessoais e que devo dizer de uma série que entrou directamente para número 1 das séries da minha vida? 
É um verdadeiro épico.  A Banda sonora é arrebatadora. A mitologia da série é digna de uma Bíblia ou como se diz em BSG a Phytia.
Desde a dedicação do Halo à relação com a Athena, a inteligência do Gaius e os seus discursos sobre a fé. Passando pela frieza/calor humano da D'anna ao amor do Sam pela Starbuck. Não consegui ficar indiferente a nada.

Esta é a série da minha vida. Ah... e os homens são lindos de morrer. :)
So say we all...

Pessoas que me influenciaram a ver a série: Teresa e Paulo.

#02. Lost (2004-2010)
Não fui das pessoas que ficaram logo agarradas à série. Ou melhor, a série até já dava na RTP-Madeira quando comecei a vê-la. :) E foi na ilha que comecei a ver a série. Um episódio solto e achei interessante. No dia seguinte um dos meus irmãos já tinha gravado a season01 em DVD e eu estava a ver a série desde o início. 
Passei o Natal a ver esta série. :)
Comentários lá em casa: tu não conheces LOST? Tu ainda não viste LOST? 
Os meus irmãos ainda acham que eu por ser a mais velha tenho que saber mais que eles. E conhecer mais que eles. Ficaram finalmente a saber que não sou a detentora do conhecimento na família. ;)
Regressei a Lisboa viciada e já com os números 4 8 15 16 23 42 na cabeça.
Sou fã do Jack e alimentei muito o vício da série graças à rivalidade entre o Jack e o Sawyer. Aquela season 4 foi complicada de ingerir. Não sou uma Jater. Não gosto e nunca gostei da Kate. A Juliet, essa sim, é que é das grandes mulheres da série.  Adoro as personagens do Jin, do Desmond, Hurley, Charlie e do Miles. Sempre tive uma relação amor/ódio com o Locke e o Ben e na season finale tive uns flashbacks de quando se conheceram. O Sawyer conquistou-me aos poucos. E o Faraday arrebatou-me desde o momento em que surgiu em cena.

O episódio da minha vida é o The Constant no qual não respirei na recta final.

Pessoas que me influenciaram a ver a série: O meu irmão Joca.

#03. Coupling (2000-2004)
A série que fez de mim uma verdadeira viciada. Vi-a aos sábados na Britcom da RTP 2 sempre com uma caneca de chá.
Em Coimbra raramente saía ao fim-de-semana, aproveitava para estudar e as noites de sábado eram sempre regadas de chá e açordas madeirenses. Eu, a Filipa, A Rubina e as Sandras. 5 madeirenses, 5 personalidades diferentes, 5 vícios diferentes e uma coisa em comum: Coupling.
Mais tarde, em 2003/2004 vi novamente os episódios da season 01 na SIC Mulher e segui a série até ao fim.
Se as minhas compras de DVDs eram só de filmes, Coupling fez com que eu assumisse o meu vício e foi a primeira série que comprei os DVDs. O meu vício na série foi tão grande que até tive prendas repetidas da série em DVD. :)  Todos os anos revejo a série, do início ao fim.
Não consigo passar sem o Jeff e as suas "too many legs", ou sem o Steve com os seus dicursos, spanking inferno ou a cena das almofadas estão no TOP5. E que dizer sobre o Patrick e a Susan, a Jane e a Sally? Perfeitos! É a minha série de comédia preferida.

Culpados: RTP2 e Sic Mulher.


#04. Six Feet Under (2001-2005)
Amor à primeira vista. 
Já tinha falado sobre esta série aqui. Desceu de posição devido a BSG e às excelentes seasons 5 e 6 de LOST. Continua a ser das série dramáticas a que mais me marcou emocionalmente. A frieza dos corpos, a relação entre a Brenda e o Nate, as inseguranças da Claire, a luta pessoal constante do David, a alegria melancólica da Ruth, e o não ambicioso Frederico.
E o fim da série? Que qualidade! Um final fabuloso para uma série não menos espectacular.
 Culpado: RTP2
#05. Allo Allo (1982-1992)
Listen very carefully, I shall say this only once. 
A série que vi na RTP-Madeira. Mais tarde na RTP2 em Britcom e depois na RTP Memória. Adoro. Adoro. Adoro. 
Ainda sei falas do tipo 'It is I, Lclerc' ou 'You stupid woman' ou 'You may Kiss me now'.
Se houve uma série que me fez ver a II Guerra Mundial de outra forma, essa série foi Allo Allo. Hilariante.
 Culpado: RTP-Madeira



(To be continued)

If I had a 1,000,000 dollars

Se tivesse um milhão de euros teria tirado um ano de sabática. 

Como não tenho, estive sábado e domingo no desemprego e hoje foi o primeiro dia de trabalho na nova empresa e correu muito bem! Fui bem recebida e até já tinha saudades da pressão e de me pedirem coisas para ontem. :) 
Pelos vistos estou de volta e back to business.




Música: Barenaked Ladies - If I had a Million dollars

Ginástica com Bola....

Nos últimos 15 dias dei explicações de todas as disciplinas a uma miúda. Uma miúda muito especial, natural do Estreito, que veste a camisola do GDE e que vive em Lisboa por ser atleta de alta competição. 
Dada a exigência da alta competição ela teve uma mão cheia de negativas e como a treinadora dela no GDE é minha amiga de infância, uma das administradoras do GDE é minha amiga de infância... e eu ando a colaborar no plano de re-estruturação do GDE, pediram-me para ajudar a miúda e por isso, comecei a orientá-la nos estudos. 
Todos os dias duas horas. Foram assim as últimas 2 semanas.
Hoje ela ligou-me toda contente a dizer que teve positiva a Física. Uma das negativas já está de lado. :) 
Amanhã ela parte para um campeonato em França. Boa viagem. 
Quando regressares voltamos ao plano de estudo. ;)

Now you do it on your own But you find you're all alone, What can you do?

Amanhã começo a trabalhar numa empresa nova. 
Quando pedi a demissão da empresa onde estive até bem pouco tempo ainda não sabia para onde ia.  Porto e Madeira estiveram na lista, cheguei até a ponderar o regresso a Coimbra, mas, cedo cheguei a uma conclusão preciso de me manter em Lisboa. Não consigo explicar-vos, mas tem a ver com o que queremos e o que precisamos e eu preciso de Lisboa. Ela dá-me liberdade, dá-me escolha, dá-me amigos, dá-me felicidade.
 
A decisão de me manter por cá foi minha, com algum apoio familiar. A minha mãe preferia ver-me a ser uma professora frustrada na Madeira* do que a consultora de IT geek que cá sou. Moving on...

Em relação à empresa, sinto-me nervosa como se fosse o primeiro dia de escola. Afinal foram 5 anos e mais uns meses na empresa antiga. E amanhã de manhã irei conhecer um mundo novo com novas regras e novas pessoas. 
E eu não vou voltar atrás agora. :)



Sei que vos devo uma meia-dúzia de posts/actualizações. Estão a ser escritas, revistas. Tentarei actualizar o blog ao longo da semana.


Música: The Weepies - Can't Go Back Now 

* A minha mãe sempre quis que eu fosse professora. De quê? sei lá!

Filme: Away we go

O segundo filme que mais me marcou este ano foi este: "Away we Go" ou como se diz em Português: Um Lugar para viver. :)
Um casal que procura um local para viver. 
A condição é ter amigos ou familiares com quem partilhar o dia-a-dia, com quem ir para os copos, ter com quem deixar o filho por nascer, poder contar com alguém além deles próprios. 
A procura desse lugar é hilariante, sinistra, triste e até comovente.... para no fim descobrirem que basta terem-se um ao outro e uma casa onde um dos dois foi feliz. 
Gostei imenso. 

Starts don't have time for cry

Sou péssima em despedidas. 
Depois de 5 anos e alguns meses hoje é o meu último dia de trabalho nesta empresa! 
Mantenho a minha média de fidelização a algo. :)
Pensava que ia sair da empresa com um pequeno amargo na boca. Mas não, saio feliz. Já não havia espaço para mim. Eu quero crescer, quero mais! E não é possível crescer quando não nos deixam tomar decisões, quando não nos dão trabalho e até quando nos mentem.
Vou mudar de empresa. Deixo aqui grandes amizades, grandes amigos para toda a vida. Gosto muito de vocês... bem,... de quase todos. :)




Música: Alice Cooper - No time for tears

Hoje

Hoje é o meu último dia nesta empresa.

I am not a princess, this ain't a fairy tale

4 dias no continente... um telefonema simples para a minha mãe e tudo o que andei a falar com ela, tudo o que fiz por ela, a evangelização do pensamento positivo... foi-se! Em 4 dias sem mim por perto, ela voltou ao "vai-se ver"! Já nem sei o que diga! :(

Ai bate o pé ...

15 anos cá e sempre senti a falta de informações de lá tão longe.

Fonte: NESDLX
Música: Max - Bate o Pé (ver vídeo)

I tried talking to Jesus but He just put me on hold

Dediquei todos ou quase todos os momentos dos meus últimos 42 dias aos meus pais. Não há pensamento positivo da parte da minha mãe. 
Eu até poderia deixar de trabalhar e ser enfermeira/assistente/condutora privada/dama de companhia/psicóloga/etcetera a tempo inteiro que a minha mãe não mudaria o seu pensamento negativo em relação a tudo. 
Finalmente consegui convencê-la a ser acompanhada por uma psicóloga. Porque as nossas forças estão a começar a esgotar. As minhas, as dos meus irmãos e até a do meu pai. :( 

Com força, na doença,  com a coragem e vontade em mudar, sempre a sorrir e com imensa calma e paciência deu a minha vida voltas e mais voltas. 
Uma força superior tem ajudado-me imenso e entre as 8 vezes em que entrei num avião entre LISBOA-MADEIRA-LISBOA consegui: 
- Mudar de casa, agora vivo no coração de Lisboa; 
- Pedir a demissão da empresa onde me encontro. Hoje dou inicio aos meus últimos dias de trabalho para passagem de conhecimento;
- Desdobrar-me em várias entrevistas para um novo emprego onde devo começar a 3 de Maio.

Curiosidade: de todas as empresas madeirenses para as quais mandei o CV nenhuma respondeu. Demasiada experiência para o mercado? ;)



Música: Colin Hay - Beautiful World

If something has to change Then it always does

Na sequência de determinados eventos, a minha vida está a dar uma volta de 180º.
Depois contarei mais pormenores. Hoje estou a tratar de mil e uma coisas. :)


Música: The Editors - Bullets

Whatever Works

Quanto pode mudar a nossa vida em três semanas? Quantas opções nos surge num mês? Quantas decisões tomamos em duas semanas?

- O estado da minha mãe a agravar-se; 
- O que aconteceu na Madeira; 
- A minha desmotivação no trabalho;
Estes três factores levaram-me a passar 10 dias dias em casa. E quando digo casa digo Madeira.
Regressei da ilha com a satisfação de realização pessoal por ter ajudado algumas pessoas e com a de que não sei mais como lidar com as atitudes da minha mãe e com a doença dela. 
Como a família tem sempre mais impacto que os outros assisti este sábado, 13 de Março, ao Workshop LIFE - Sucesso para a vida e... no final do dia decidi que vou voltar à ilha já este fim-de-semana. Preciso de colocar em prática muitas das coisas que ouvi.

Outras das decisões que tomei é que vou mudar de casa. Cansei-me de viver fora de Lisboa e a partir do dia 1 de Abril estarei a viver a 5 minutos a pé de uma estação de metro. Estou indecisa  é se compro frigorífico ou combinado. O apartamento onde estava tinha-o encastrado. Mas, aposto que esta decisão vai demorar menos do que os 6 meses que levou a decidir a mudança de casa. Ah, e se alguém estiver interessado num T1 fora de Lisboa entre em contacto comigo.

Em relação à leitura, li "E seu eu quisesse mesmo morrer" do jornalista Rui Cardoso Martins e apaixonei-me pela maneira como ele escreve. Decidi ler mais um livro do escritor e neste momento tenho na mala "Deixem Passar o Homem Invisível". Mais tarde regressarei sobre comentários a ambos livros.;) 
Nota: Na mesa de cabeceira ficam os livros que pesam muito, tipo o 2666 de onde ainda não passei da página 20. :(

O cinema continua a acompanhar-me como sempre. Em relação aos óscares fico contente por Avatar ter mostrado que é apenas um filme que pode mudar o cinema mas que não substitui o que gostamos mesmo de ver. A vida tal como ela é. 
Prova disso é o Alice no País das Maravilhas em 3D. Gostei do filme mas se não fosse 3D o Burton poderia ter sido mais Burton. :P

A surpresa das idas ao cinema surge com Whatever Works. Ide ver. Não consigo ter palavras para o descrever. Adorei-o.

"All I know is that nothing moves faster than the speed of light, so you may as well relax. "




P.S. - Lembram-se deste post? Não passou disso e ganhei um grande amigo. Se me fez bem? Claro que sim. ;)

É Canção cá da terra bem natural

Vejam as imagens. Apreciem a beleza da ilha. As palavras neste caso valem muito pouco perante as imagens. Porque as palavras... as palavras essas têm feito pequenos cortes no meu coração. 
Tinha decidido não relatar estes dias por terras madeirenses. Mas, hoje e depois de ouvir o relato de uma senhora sobre o seu sábado, 20 de Fevereiro e ao sentir a sua ansiedade por causa do anúncio do alerta amarelo para a ilha, decidi colocar aqui o seguinte pedido: 

Continuem a apoiar os madeirenses. Com roupa, mobília e acima de tudo apoio psicológico. 


I'm always fuckin' useless, useless without you.

A partir de hoje e pelos próximos 10 dias podem encontrar-me aqui. 
Até já!






Música: Piers Faccini - The Taste of Tears

No one knows this more than me. As I come clean.



Continuo a descobrir a obra do escritor Sándor Márai. 
O livro A Mulher Certa colocou-me sob suspense entre os vários monólogos.

Uma mulher conta a uma amiga como descobriu o adultério do seu marido. Por outro lado, um homem confessa a um amigo como abandonou a sua mulher por outra, e uma terceira mulher revela ao seu amante como se casou com um homem endinheirado para sair da pobreza. Três vozes, três pontos de vista, três sensibilidades diferentes desvendam uma história de paixão, mentiras e crueldade.

Não paro de reflectir sobre tudo o que tomo por garantido, tudo o que quero, tudo o que digo, enfim, sobre todas as nossas acções. 
Sinceramente não sei com qual das personagens consegui me identificar, se com aquela que após descobrir que o marido ama outra decide lutar por ele, se com aquele que, insatisfeito com a vida que tinha, luta pela mulher que sempre achou amar. Ou pela que sabendo que era desejo de um homem decide usá-lo para subir na vida.

De todas a frases que sublinhei, sou daquelas que sublinha e risca os livros, a que mais me ficou na memória foi a que li esta semana:
"(...) O que sabeis vós?... - pensava eu. E percebia que quem não tinha vivido ali não poderia imaginar o que um milhão de pessoas sentira ao ver pelos ares aquelas maravilhosas pontes sobre o Danúbio, construídas nos últimos cem anos... E o que significou para nós o dia em que pudemos novamente o atravessar com as nossas pernas... (...) Quem não viver connosco nunca poderia esperar compreender-nos!"


Música: Pearl Jam - Just Breathe

Em ti há qualquer coisa que me anima

Foi ali ao fundo, na Marina do Funchal, que dei o primeiro beijo àquele que foi o meu 1º namorado e cujo namoro durou 6 anos. 
Ver locais que fazem parte de mim destruídos doí. Doí imenso. Doí imenso olhar para as imagens da minha ilha e não a reconhecer.
Mas, ao ver a força com que os meus conterrâneos, amigos e familiares arregaçaram as mangas só me faz sentir ainda mais orgulhosa em ser madeirense. E fico animada. Animada com esta força e a capacidade de lutar que tanto caracteriza os meus. Foi assim que fui educada e é assim que vivo ... a lutar para concretizar os meus sonhos.

E para vos mostrar que não sou a única a pensar assim, transcrevo aqui um post do excelente blog que é Farpas da Madeira:
  1. "Madeira é um dos lugares mais bonitos do mundo. Tem paisagens de cortar a respiração. Um temperatura amena. Um mar fantástico. Uma hotelaria e serviços do melhor que existe. O povo é hospitaleiro. Temos boa comida, festas, arte, desportos, passeios e relaxamento. Os madeirenses são um povo heróico e valente que vive no meio do Atlântico, roubando à montanha uma nesga de terra para plantar e outra para viver. Os séculos de isolamento, abandono, pilhagens, tempestades e naufrágios forjaram um povo que não verga. Mais uma vez, os madeirenses vão se erguer e mostrar a alma madeirense ao mundo. Lá fora, perceberão que é feita esta gente humilde nos costumes e nobre na alma. Gente que nunca desiste. Mas do que ser solidário, queremos que venham à Madeira conhecer a sua beleza e as suas gentes. Vá! Marque a sua viagem e o seu hotel. Planeie à vontade os seus passeios. Fale com o seu agente de viagens. Até lá nós faremos o que sempre fizemos e melhor sabemos fazer: vamos ter a ilha bonita e arrumada para as visitas. E quando chegar, cá estaremos de braços abertos. Venha à Madeira!" (c) Paulo Amaral Barata


Música: O'Questrada - Qualquer coisa me anima

You ask how long I'll love you I'll tell you true Until the twelfth of never I'll still be loving you

 
3 dias de luto pela minha terra. 
Nos últimos 15 anos vivi em Lisboa, Torres Vedras, Oeiras, Coimbra e Porto e nenhum destes locais consegue ter a influência em mim que a Madeira tem.
É lá que tenho os meus pais, a maioria dos meus irmãos, as amigas que me conhecem há mais de 20 anos, a minha família... é o meu porto de abrigo!

There's no place like home?


Música: Jeff Buckley - Twelfth of Never

A impotência

Como não tenho palavras que consigam descrever o que passei e o que senti nos últimos 2 dias. Deixo aqui um excelente texto do Aires (

"Os ilhéus e em especial os madeirenses estão familiarizados com os aluviões que ciclicamente assolam a ilha. Esta total sensação de desprotecção face à força dos elementos, imiscui-se e é digamos parte intrínseca, para o bem e para o mal, contribuindo na construção da espécie de sentimento a que chamamos o ser ilhéu ou neste caso específico, o ser madeirense.
E com isso, podia discorrer e apontar como uma das razões para o elevado conservadorismo da sociedade ou para o peso que instituições como a Igreja Católica, têm na sociedade madeirense. Mas o objectivo deste meu texto não é esse.

É meramente expressar, num texto que assumo ser pessoal, o sentimento vivido à distância, durante todo o dia de hoje. Impotência. Dura e pura. O tentar contactar os entes queridos e não conseguir. O olhar para notícias cada vez mais alarmantes e imaginar o pior. O imaginar possíveis percursos trilhados por quem nos é querido e esperar que o pior não tivesse acontecido. O imaginar que palavras poderiam nunca vir a ser ditas, palavras que sempre deixamos para uma outra ocasião. O passar de um aparente distanciamento perpétuo, que acaba por acontecer quer se queira quer não, para uma urgente necessidade de querer estar lá e ser parte envolvida.

Há um mês, escrevi aqui sobre o desastre ocorrido no Haiti, mas sendo madeirense (ainda que expatriado no rectângulo) como muitos que aqui escrevem e sentindo-me parte envolvida pelo facto de ter a minha família e muitos amigos na ilha, cometo o sacrilégio de confessar que de repente o Inferno dantesco haitiano parece-me algo menor face ao cataclismo diluviano de características bíblicas que ocorreu hoje na minha terra natal. É tudo uma questão de perspectiva e de proximidade, digo eu com o meu agnosticismo pontuado com uma educação numa sociedade profundamente católica, que em alturas de maior irracionalidade aparenta "sobremergir".

Sobre o desastre, mais que encontrar culpas - que as há entre a Natureza e a acção humana - importa acima de tudo minorar os destroços causados e procurar dar conforto e ajuda a quem mais necessita. O rescaldo e o apuramento de responsabilidades é uma necessidade, mas ainda não é tempo para tal, quando necessidades básicas ainda não estão supridas e o sofrimento é recente. O aproveitamento político do caso - seja a favor ou contra como ouvi e li, mais que despropositado, enoja-me e ultrapassa os limites da ética que deveria existir na "res pública". Por uma questão de respeito. Mas as consequências deverão ser apuradas. Porque nada justifica tão elevado preço a pagar. E para que a impotência face à força dos elementos, ainda que impossível de vir a ser domada, não tenha as trágicas consequências que são hoje notícia. "