Série: North and South (BBC)

Se há algo que eu gosto esse algo chama-se série de época da BBC.
Norte e Sul estava na lista de TBS (To-Be-Seen) há alguns anos e eu vinha a adiar a visualização da mesma apesar das excelentes reviews no Light, Cameras & History.


Acreditam que tudo tem o seu timming? Que tudo está escrito e que há certas coisas que não estão mesmo destinadas a acontecer. E por mais que a razão diga que deva acontecer o coração aceita o não acontecimento. Que tantos acontecimentos e não-acontecimentos fazem da nossa vida um verdadeiro caso de estudo, as decisões que tomamos, os julgamentos que fazemos, as ideias que temos, os nossos objectivos de vida. Um dia analiso a minha vida com uma matriz de McFarlan.
Mas até lá, quem sabe, a vida deixará de ter mistérios sobre as razões dos acontecimentos. São eles que fazem da vida o que ela é. E se a minha vida tem tido imensos acontecimentos nos últimos tempos, ela também está recheada de não-acontecimentos. E são esses não-acontecimentos que me fazem o que sou hoje. Volto a dizer, é lógico que aconteça, mas sinto feliz por não acontecer. O meu coração sente-se bem. :)
Sou capaz de ser das poucas pessoas que conheço que acredita que é capaz de amar outrém mais que a nós próprios mas que já não é capaz de o fazer. Não acredito que é ainda possível amar com todas as nossas forças e ser capaz de mudar por amor. E sinto-me bem por o meu coração ser só meu e eu poder conseguir comandá-lo. 
Consigo comandar o coração, mas não o sorriso. A minha face hoje foi invadida por um sorriso parvo de satisfação ao ver os 4 episódios desta série. Bastaram 20 minutos de episódio para saber que não ia conseguir ir para a cama sem ver a série toda e escrever sobre a mesma. 
Ainda fui para a cama com o moleskine, mas, cada vez que escrevia algo surgia a adormecida, romântica e misteriosa patxi. 
Sou fã de séries de época, sou fã da história inglesa, sou fã de histórias inglesas de época. E esta série está tão, mas tão bem adaptada que eu não consigo resistir a vir-vos contar nem que seja às 3 da manhã... feliz, saudável, como se tivesse acabado de tomar uma canja para o corpo, mente e coração.





E se é verdade que, assumo aqui, sinto que não consigo voltar a ter um relacionamento com alguém, também é verdade que me derreto toda com a pergunta que o Thornton faz à Margaret no fim fazendo-me acreditar que um dia quem sabe...
Are you coming home with me?

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