Livro: Parábola do Cágado Velho


Sinopse:
"Falo de um amor e de uma transgressão. Que sabe, talvez a transgressão nunca fosse possível. Mas a granada existiu, essa granada que traçou no ar espantado do planalto a figura da mulher amada. Mas uma granada, mesmo com tal magia, pode materializar um mundo?"


A minha opinião: 
Li-o na viagem Lisboa - Luanda do dia 3 de Junho e já há algum tempo estava para escrever o que senti ao ler.
É complicado para mim escrever de algo que gosto muito e que conheço, e Angola, a Angola profunda, a Angola das Aldeias (dos Kimbos) dos sobes (chefe da Aldeia), da falta de água, das galinhas que alimentam as bocas dos sobreviventes das aldeias... da minha viagem ao interior de Angola em Maio de 2011. Foi-me difícil colocar o livro de lado e adormecer, tive que o acabar antes que o avião aterrasse e eu voltasse a sentir o bafo de África, porque a lembrança da cor da terra, do cheiro, da humidade, das dores e dos desejos de certas personagens estava presente.
E antes que tudo mudasse, antes que perdesse toda a boa memória com nova vivência em Angola, o livro transportou-me graças à lembrança, tal como o avião literalmente até Angola.
Sobre o livro, Pepetela disse que 
“deve ser lido e esquecido logo que fechado. Para que não desperte os maus espíritos da intolerância e da loucura. Os mais velhos sabem, não devemos relembrar aquilo que nunca aconteceu”.
E foi o que fiz, deixei-o em Luanda nas mãos de um amigo que precisava/precisa de criar boas memórias do país. 

My rating: 4 of 5 stars

Sem comentários:

Enviar um comentário