I've been trying hard to do what's right

Família...
Os nossos! Os pais e os irmãos de sangue!

Não é bem a Família Adams mas por lá perto anda. Somos todos diferentes e um pouco iguais. Temos a mania que sabemos fazer tudo! A teimosia está no sangue! A independência é um comportamento silencioso adquirido com os anos. Uns estão dotados da incapacidade de saber pedir desculpa. Outros têm a inabilidade em admitir que não conseguem. A incontinência verbal de uns torna a desorganização de outros sem valor.
A manipulação dos mais fracos é um pequeno hábito que se tenta ultrapassar, mas num grupo tão forte quanto ao que pertencemos acaba-se por evidenciar-se o membro mais compreensivo. Aquele que coloca todos os seus planos de lado para agradar os restantes, aquele que se cala com medo de ferir suceptibilidades, aquele que por passar pouco tempo com os restantes quer tanto ser bem visto que acaba por ser submisso.

Essa submissão é silenciosa e dolorosa. Não são os sacrifícios ou os esforços que fazemos pelos outros, isso torna-nos úteis e formamos a ideia de que somos indispensáveis, é a incapacidade dos restantes em compreender que também há esforços a fazer para podermos ser felizes, que a nossa felicidade não depende só de fazer os outros felizes, que é necessário que haja alguém capaz de fazer um esforço por nós, um pequeno sacrifício... um pequeno gesto! Às vezes é o que basta para podermos ganhar mais forças para continuar a fazer de tudo para tornar o Mundo feliz. Um pequeno gesto dos nossos...



É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado.
(Madre Teresa de Calcutá)


Música: The Killers - The River is Wild (ver vídeo)

2 comentários:

  1. Quem conta um conta acrescenta um ponto...ou dois ou três ou muitos mais, não é verdade? Para quem lê estas bonitas palavras sem conhecer a essência do que elas representam assiste aos desabafos de uma pessoa altruísta acima de todas as outras qualidades e capaz de tudo pela familia...só que às vezes esquecemo-nos de olhar para o nosso próprio eu e reconhecer que também erramos, e nao é pouco (mas isso voce propria assumiu que reconhecer os erros nao é propriamente uma qualidade que caracteriza a familia...). Porque uma desilusão só é verdadeira desilusao quando não fizemos nada para merecê-la...por isso convem reflectir nos nossos actos antes de nos precipitarmos a avaliar os alheios.
    Pôr os planos de parte para agradar os restantes? Não falar para não ferir susceptibilidades? Não faça isso! Diga o que lhe vai na alma e aquilo que de tão bonito faz pelos outros (afinal as boas acções devem ser reconhecidas não é verdade?), reflicta nisso...quem sabe não chega à conclusao que afinal essas boas acções só tiveram um único beneficiário: você. Mas cada um é livre de contar a história à sua maneira e avaliar os acontecimentos de acordo com a sua perspectiva, claro está (embora também diga a sabedoria popular que o pior cego é aquele que não quer ver)!

    ResponderEliminar
  2. Olá Anónimo!
    Nem sempre as acções que fazemos tem-nos como beneficiários, ganhamos e aprendemos com tal. Óbvio. Não quero reconhecimento, não quero protagonismo! Eu até lido melhor com a desilusão e sabe porquê, caro Anónimo? porque sei que se certas pessoas nem são capazes de comunicar, não são capazes de fazer sacrifícios se isso lhe alterar a rotina. Este ano de 2009 abdiquei de projectos pessoais para estar mais perto da família. Arrependo-me por isso? Nim! Mas, já comuniquei que para o ano não farei isso. Admito que estou errada e consinto que me corrijam, talvez seja o elemento mais fraco da família por ceder dessa maneira e por deixarem me manipularem dessa maneira... Não gosto de injustiças e quero um mundo cheio de paz e amor. Sempre fui assim e sempre quis sintonia entre todos. Não o consigo sempre. Normal. Mas que gostaria que se esforçassem tanto quanto eu... Gostaria.

    Mas, aí não teria escrito o que escrevi.

    Gostei do comentário. Bem vindo! Obrigada.
    Feliz 2010.
    Jinhos.

    ResponderEliminar