Falam de... Nuno Crato

© PAULO ALEXANDRINO PHOTOGRAPHER

E este blog também tem algo a dizer, sempre gostei deste homem, pah. E agora fez um discurso onde pronunciou em voz alta muitas acções que já vinha dizendo à minha irmã.
O ano passado ganhei o bichinho das aulas ao dar explicações de todas as disciplinas à Jessica, a melhor ginasta portuguesa em solo. A nível profissional consigo alimentar o bichinho, pois sou a responsável pelas formações do projecto onde estou envolvida, além de que costumo dar explicações, à distância, ao meu sobrinho mais velho. Via Skype.
Uma das principais dificuldades que tenho com o meu sobrinho e que tive com a Jessica foi o recurso às calculadoras. Não trabalhar com calculadoras para estas gerações é complicado. O meu sobrinho passou a não usar com tanta assiduidade a calculadora quando se apercebeu que o avô, o meu pai, é mais rápido a realizar os  cálculos de cabeça que ele a teclar na calculadora. E este será outro assunto de conversa, pois o meu sobrinho, 7º ano, sente-se humilhado por ser incapaz de fazer algo quando o meu pai com a 4ª classe consegue.

A Jessica por ter estatuto de alta competição era facilitada nas aulas e nos exames, o mesmo grau de exigência para todos não existia ali, oriunda de uma família pobre e numerosa da ilha é vista cá em Lisboa como um estudante mediocre. Quando estudamos juntas, o grau de exigência foi alto, muito alto, sem facilitar e a repetir até à exaustão os exercícios. A aluna passou de 2 para 4, porque foi lhe exigido não só ser uma cara bonita como um membro da sociedade. 
Porque facilitar é a primeira forma de exclusão. 

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