O segundo filme que mais me marcou este ano foi este: "Away we Go" ou como se diz em Português: Um Lugar para viver. :)
Um casal que procura um local para viver.
A condição é ter amigos ou familiares com quem partilhar o dia-a-dia, com quem ir para os copos, ter com quem deixar o filho por nascer, poder contar com alguém além deles próprios.
A procura desse lugar é hilariante, sinistra, triste e até comovente.... para no fim descobrirem que basta terem-se um ao outro e uma casa onde um dos dois foi feliz.
Sou péssima em despedidas. Depois de 5 anos e alguns meses hoje é o meu último dia de trabalho nesta empresa!
Mantenho a minha média de fidelização a algo. :)
Pensava que ia sair da empresa com um pequeno amargo na boca. Mas não, saio feliz. Já não havia espaço para mim.
Eu quero crescer, quero mais! E não é possível crescer quando não nos deixam tomar decisões, quando não nos dão trabalho e até quando nos mentem.
Vou mudar de empresa. Deixo aqui grandes amizades, grandes amigos para toda a vida. Gosto muito de vocês... bem,... de quase todos. :)
4 dias no continente... um telefonema simples para a minha mãe e tudo o que andei a falar com ela, tudo o que fiz por ela, a evangelização do pensamento positivo... foi-se!
Em 4 dias sem mim por perto, ela voltou ao "vai-se ver"!
Já nem sei o que diga! :(
Dediquei todos ou quase todos os momentos dos meus últimos 42 dias aos meus pais.
Não há pensamento positivo da parte da minha mãe.
Eu até poderia deixar de trabalhar e ser enfermeira/assistente/condutora privada/dama de companhia/psicóloga/etcetera a tempo inteiro que a minha mãe não mudaria o seu pensamento negativo em relação a tudo.
Finalmente consegui convencê-la a ser acompanhada por uma psicóloga. Porque as nossas forças estão a começar a esgotar. As minhas, as dos meus irmãos e até a do meu pai. :(
Com força, na doença, com a coragem e vontade em mudar, sempre a sorrir e com imensa calma e paciência deu a minha vida voltas e mais voltas. Uma força superior tem ajudado-me imenso e entre as 8 vezes em que entrei num avião entre LISBOA-MADEIRA-LISBOA consegui:
- Mudar de casa, agora vivo no coração de Lisboa;
- Pedir a demissão da empresa onde me encontro. Hoje dou inicio aos meus últimos dias de trabalho para passagem de conhecimento;
- Desdobrar-me em várias entrevistas para um novo emprego onde devo começar a 3 de Maio.
Curiosidade: de todas as empresas madeirenses para as quais mandei o CV nenhuma respondeu. Demasiada experiência para o mercado? ;)
Quanto pode mudar a nossa vida em três semanas? Quantas opções nos surge num mês? Quantas decisões tomamos em duas semanas?
- O estado da minha mãe a agravar-se;
- O que aconteceu na Madeira;
- A minha desmotivação no trabalho;
Estes três factores levaram-me a passar 10 dias dias em casa. E quando digo casa digo Madeira.
Regressei da ilha com a satisfação de realização pessoal por ter ajudado algumas pessoas e com a de que não sei mais como lidar com as atitudes da minha mãe e com a doença dela.
Como a família tem sempre mais impacto que os outros assisti este sábado, 13 de Março, ao Workshop LIFE - Sucesso para a vida e... no final do dia decidi que vou voltar à ilha já este fim-de-semana. Preciso de colocar em prática muitas das coisas que ouvi.
Outras das decisões que tomei é que vou mudar de casa. Cansei-me de viver fora de Lisboa e a partir do dia 1 de Abril estarei a viver a 5 minutos a pé de uma estação de metro. Estou indecisa é se compro frigorífico ou combinado. O apartamento onde estava tinha-o encastrado. Mas, aposto que esta decisão vai demorar menos do que os 6 meses que levou a decidir a mudança de casa. Ah, e se alguém estiver interessado num T1 fora de Lisboa entre em contacto comigo.
Em relação à leitura, li "E seu eu quisesse mesmo morrer" do jornalista Rui Cardoso Martins e apaixonei-me pela maneira como ele escreve. Decidi ler mais um livro do escritor e neste momento tenho na mala "Deixem Passar o Homem Invisível". Mais tarde regressarei sobre comentários a ambos livros.;) Nota: Na mesa de cabeceira ficam os livros que pesam muito, tipo o 2666 de onde ainda não passei da página 20. :(
O cinema continua a acompanhar-me como sempre. Em relação aos óscares fico contente por Avatar ter mostrado que é apenas um filme que pode mudar o cinema mas que não substitui o que gostamos mesmo de ver. A vida tal como ela é. Prova disso é o Alice no País das Maravilhas em 3D. Gostei do filme mas se não fosse 3D o Burton poderia ter sido mais Burton. :P
A surpresa das idas ao cinema surge com Whatever Works. Ide ver. Não consigo ter palavras para o descrever. Adorei-o.
"All I know is that nothing moves faster than the speed of light, so you
may as well relax. "
P.S. - Lembram-se deste post? Não passou disso e ganhei um grande amigo. Se me fez bem? Claro que sim. ;)
Vejam as imagens. Apreciem a beleza da ilha.
As palavras neste caso valem muito pouco perante as imagens. Porque as palavras... as palavras essas têm feito pequenos cortes no meu coração.
Tinha decidido não relatar estes dias por terras madeirenses. Mas, hoje e depois de ouvir o relato de uma senhora sobre o seu sábado, 20 de Fevereiro e ao sentir a sua ansiedade por causa do anúncio do alerta amarelo para a ilha, decidi colocar aqui o seguinte pedido:
Continuem a apoiar os madeirenses.
Com roupa, mobília e acima de tudo apoio psicológico.
Continuo a descobrir a obra do escritor Sándor Márai. O livro A Mulher Certa colocou-me sob suspense entre os vários monólogos.
Uma mulher conta a uma amiga como descobriu o
adultério do
seu marido. Por outro lado, um homem confessa a um amigo como abandonou a
sua mulher por outra, e uma terceira mulher revela ao seu amante como
se casou com um homem endinheirado para sair da pobreza. Três vozes,
três pontos de vista, três sensibilidades diferentes desvendam uma
história de paixão, mentiras e crueldade.
Não paro de reflectir sobre tudo o que tomo por garantido, tudo o que quero, tudo o que digo, enfim, sobre todas as nossas acções.
Sinceramente não sei com qual das personagens consegui me identificar, se com aquela que após descobrir que o marido ama outra decide lutar por ele, se com aquele que, insatisfeito com a vida que tinha, luta pela mulher que sempre achou amar. Ou pela que sabendo que era desejo de um homem decide usá-lo para subir na vida. De todas a frases que sublinhei, sou daquelas que sublinha e risca os livros, a que mais me ficou na memória foi a que li esta semana: "(...) O que sabeis vós?... - pensava eu. E percebia que quem não tinha vivido ali não poderia imaginar o que um milhão de pessoas sentira ao ver pelos ares aquelas maravilhosas pontes sobre o Danúbio, construídas nos últimos cem anos... E o que significou para nós o dia em que pudemos novamente o atravessar com as nossas pernas... (...) Quem não viver connosco nunca poderia esperar compreender-nos!"
Foi ali ao fundo, na Marina do Funchal, que dei o primeiro beijo àquele que foi o meu 1º namorado e cujo namoro durou 6 anos. Ver locais que fazem parte de mim destruídos doí. Doí imenso. Doí imenso olhar para as imagens da minha ilha e não a reconhecer.
Mas, ao ver a força com que os meus conterrâneos, amigos e familiares arregaçaram as mangas só me faz sentir ainda mais orgulhosa em ser madeirense. E fico animada. Animada com esta força e a capacidade de lutar que tanto caracteriza os meus. Foi assim que fui educada e é assim que vivo ... a lutar para concretizar os meus sonhos.
E para vos mostrar que não sou a única a pensar assim, transcrevo aqui um post do excelente blog que é Farpas da Madeira:
"Madeira é um dos lugares mais bonitos do mundo. Tem paisagens de cortar a respiração. Um temperatura amena. Um mar fantástico. Uma hotelaria e serviços do melhor que existe. O povo é hospitaleiro. Temos boa comida, festas, arte, desportos, passeios e relaxamento. Os madeirenses são um povo heróico e valente que vive no meio do Atlântico, roubando à montanha uma nesga de terra para plantar e outra para viver. Os séculos de isolamento, abandono, pilhagens, tempestades e naufrágios forjaram um povo que não verga. Mais uma vez, os madeirenses vão se erguer e mostrar a alma madeirense ao mundo. Lá fora, perceberão que é feita esta gente humilde nos costumes e nobre na alma. Gente que nunca desiste. Mas do que ser solidário, queremos que venham à Madeira conhecer a sua beleza e as suas gentes. Vá! Marque a sua viagem e o seu hotel. Planeie à vontade os seus passeios. Fale com o seu agente de viagens. Até lá nós faremos o que sempre fizemos e melhor sabemos fazer: vamos ter a ilha bonita e arrumada para as visitas. E quando chegar, cá estaremos de braços abertos.Venha à Madeira!" (c) Paulo Amaral Barata
Como não tenho palavras que consigam descrever o que passei e o que senti nos últimos 2 dias. Deixo aqui um excelente texto do Aires (il _messaggero):
"Os ilhéus e em especial os madeirenses estão familiarizados com os aluviões que ciclicamente assolam a ilha. Esta total sensação de desprotecção face à força dos elementos, imiscui-se e é digamos parte intrínseca, para o bem e para o mal, contribuindo na construção da espécie de sentimento a que chamamos o ser ilhéu ou neste caso específico, o ser madeirense.
E com isso, podia discorrer e apontar como uma das razões para o elevado conservadorismo da sociedade ou para o peso que instituições como a Igreja Católica, têm na sociedade madeirense. Mas o objectivo deste meu texto não é esse.
É meramente expressar, num texto que assumo ser pessoal, o sentimento vivido à distância, durante todo o dia de hoje. Impotência. Dura e pura. O tentar contactar os entes queridos e não conseguir. O olhar para notícias cada vez mais alarmantes e imaginar o pior. O imaginar possíveis percursos trilhados por quem nos é querido e esperar que o pior não tivesse acontecido. O imaginar que palavras poderiam nunca vir a ser ditas, palavras que sempre deixamos para uma outra ocasião. O passar de um aparente distanciamento perpétuo, que acaba por acontecer quer se queira quer não, para uma urgente necessidade de querer estar lá e ser parte envolvida.
Há um mês, escrevi aqui sobre o desastre ocorrido no Haiti, mas sendo madeirense (ainda que expatriado no rectângulo) como muitos que aqui escrevem e sentindo-me parte envolvida pelo facto de ter a minha família e muitos amigos na ilha, cometo o sacrilégio de confessar que de repente o Inferno dantesco haitiano parece-me algo menor face ao cataclismo diluviano de características bíblicas que ocorreu hoje na minha terra natal. É tudo uma questão de perspectiva e de proximidade, digo eu com o meu agnosticismo pontuado com uma educação numa sociedade profundamente católica, que em alturas de maior irracionalidade aparenta "sobremergir".
Sobre o desastre, mais que encontrar culpas - que as há entre a Natureza e a acção humana - importa acima de tudo minorar os destroços causados e procurar dar conforto e ajuda a quem mais necessita. O rescaldo e o apuramento de responsabilidades é uma necessidade, mas ainda não é tempo para tal, quando necessidades básicas ainda não estão supridas e o sofrimento é recente. O aproveitamento político do caso - seja a favor ou contra como ouvi e li, mais que despropositado, enoja-me e ultrapassa os limites da ética que deveria existir na "res pública". Por uma questão de respeito. Mas as consequências deverão ser apuradas. Porque nada justifica tão elevado preço a pagar. E para que a impotência face à força dos elementos, ainda que impossível de vir a ser domada, não tenha as trágicas consequências que são hoje notícia. "
Visualizei a trilogia da Deepa Mehta a meu belo prazer.
Deveria ter começado com Fire, depois ter visto este, Earth, e só depois deveria ver o Water.
Mas, como todos temos um pouco de Locke(*) dentro de nós, o que interessa são os resultados e a visualização da Trilogia está completa.
Earth talvez seja o mais intenso filme dos três. A acção decorre na altura da divisão entre a Índia e o Paquistão e conta-nos um pouco da luta pelo poder entre as várias etnias visto pelos olhos de uma criança cuja ama é uma rapariga de uma etnia diferente mas que sempre se deu bem com todos as pessoas de todas as raças e cores. A rapariga só tem um defeito, ama um rapaz de outra etnia e é cobiçada por um outro que é capaz de tudo para a ter, até de matar o melhor amigo usando como desculpa a luta pelo poder da sua raça. Neste filme fiquei a conhecer um pouco melhor a história da Índia. E fiquei chocada com a dureza e frieza de certas cenas. Aconselho sinceramente. :)
(*) John Locke da série Lost e a famosa frase: Don't Tell Me What I Can't Do.
Quantas e quantas vezes já li e reli o livro Orgulho e Preconceito?
Quantas vezes já vi a série de 1995 com o Colin Firth como Mr. Darcy.
Sinceramente, não sei!
Quando estou desmotivada e engripada só consigo ganhar ânimo com o Mr. Fitzwilliam Darcy.
A série de nome Lost in Austen é a realização de muita da minha imaginação. A minha e de muitas como eu. Ao reler o livro ou ao rever a série, Orgulho e Preconceito, sempre me imaginei no lugar da Elizabeth. Lost in Austen leva uma rapariga, a Amanda, uma rapariga como eu a viajar no tempo... até ao mundo do romance da Jane Austen onde troca papeis com a Elizabeth.
E se o Mr. Darcy se apaixonasse por nós? E se o Wickham fosse um rapaz bonzinho e a Georgiana a má da fita? E se o Mr. Collins ainda fosse mais horível do que no livro? E se a Miss Bingley se apaixonasse por uma das irmãs Bennet?
Acaba por ser um mundo paralelo, uma realidade alternativa.
Gostei da série.
São apenas 4 episódios de 40 minutos cada. E vale a pena. Oh se vale (vejam o vídeo). :)
Estranho foi ver a actriz de ER como a chorona e irritante, Mrs. Bennet, mãe de Elizabeth.
Ao ouvir este discurso muitos eventos do meu passado surgiram no meu cérebro como se tivessem acontecido ontem.
O meu 1º ano por terras continentais. Há quase 15 anos que fui caloira em Coimbra vinda de uma ilha do meio do atlântico. Foi a primeira vez que andei de avião. Eu, neta de um pescador e de um professor consegui ouvir dos meus novos colegas/amigos as maiores bárbaridades/piadas sobre os madeirenses. Eu, que tinha também uma imagem que os continentais eram os maiores. :)
Ewan McGregor e George Clooney longe de serem os sex-symbols a que estamos habituadas. Um Ewan choroso por ter perdido a mulher para o chefe. Um Clooney com bigode (que mal lhe fica, e o cabelo grande? blurgh), desgastado e meio aparvalhado.
As piadas sobre o governo do Reagan. A influência do Star Wars. O Clooney é um Jedi Warrior! :)
No momento em que o Clooney explicou ao Ewan o que são os Jedi Warriors dei uma gargalhada imaginado o Ewan aka Obi-Wan a dizer: yes, master! :P
O filme é uma grande crítica à guerra. Até a música irritante do Guitar Hero, dizem que é o passatempo preferido dos soldados, está lá para chatear.